Tenho dentro de mim a natureza e a cidade

Olá!

Tive a felicidade de vivenciar a natureza e os animais de uma maneira bem próxima e genuína. Essas experiências me ajudaram a permanecer conectada com os meus valores e essência e a enxergar a simplicidade da vida. A força do cavalo e a energia das pedras e das plantas são tônicos incríveis para a minha personalidade.

Acredito que estar exclusivamente entre os arranha-céus e o asfalto exige uma recarga de energia periódica, assim como estar no meio do mato também pede uma certa dose de civilização. Não precisamos renunciar a nenhum e nem outro, porque no final, essa mistura de oposições é o que nos equilibra.

Assim, quando estou na cidade, gosto de trazer comigo um pedacinho da natureza. Geralmente me utilizo de tecidos com fibras naturais (algodão e viscose) e acessórios com materiais como pedras, madeira e couro (de preferência o vegetal). Também me cerco de ervas medicinais, que estão distribuídas ao longo dos ambientes da casa onde moro.

No mato, aproveito a energia elétrica para contemplar as árvores iluminadas do bosque, fazer uma boa comida e ouvir uma música animada ou relaxante, de acordo com o contexto. A civilização também nos fornece meios que nos ajudam a lidar com a terra como as ferramentas de jardim, as roupas e calçados adequados que nos protegem de certas ameaças como o veneno de alguns animais.

Ainda bem que aonde estiver, tenho dentro de mim a natureza e a cidade. Isso já faz parte da minha identidade e me traz certa sanidade.

Com carinho,

Julia Bello

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fonte da imagem: feixe acessórios

Equilíbrio perfeito entre natureza e cidade em um colar contemporâneo da Feixe Acessórios.

Terapia do Riso

Olá!

Quando pequena, aqui em casa praticávamos a terapia do riso. Quem nos via de longe devia achar que éramos uma família de loucos, rindo sem parar. Por alguns anos o meu pai e a minha mãe conduziam essas sessões de bom humor. Muitas vezes ria sem compromisso, também junto aos amigos. Lembro-me de rir até não aguentar mais.

No entanto, com a idade percebi que as risadas ficaram cada vez mais escassas. Na escola já fui expulsa de sala de aula por excesso de riso. Aprendi a ser uma pessoa mais séria. Na adolescência várias pessoas achavam que eu era metida, porque pouco sorria. Com vinte e muitos anos, uma professora me disse que eu devia sorrir mais. Nunca mais me esqueci deste conselho e tenho aplicado desde então.

Sempre que posso sorrio para as pessoas, mesmo para aquelas que eu nunca vi na vida. Geralmente recebo o mesmo sorriso em troca. Uma das partes mais difíceis é conseguir cultivar o bom humor em situações de estresse. Dar gargalhadas é outra dificuldade!

Hoje é a minha mãe quem mais pratica a terapia do riso no nosso dia a dia. Ri de tudo. Riso inocente, brincalhão, coisa de criança! Tento aprender com ela. Dizem que o sorriso verdadeiro libera uma grande quantidade de endorfina e adrenalina e que tem até o poder de ajudar a curar doenças. Não é bobagem não! Mas não vale se for sorriso falso que pode fazer mal: para você e para os outros!

Que tal rir com mais frequência? Aliás, o que te faz sorrir? E dar gargalhadas?

Com carinho,

Julia

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fonte da imagem: pinterest

Aprendendo a ficar sozinha

Olá!

Esses dias assisti a um documentário no canal de tv GNT chamado “A Solidão de uma Era”. Nele são contadas histórias de pessoas diferentes, mas com um denominador em comum: o fato de se sentirem sozinhas. Muitas delas se ressentem do fato do (da) companheiro (a) ter morrido, ido embora ou mesmo nunca ter existido. Nada contra os relacionamentos amorosos, mas é como se colocássemos no outro a responsabilidade por nos sentirmos felizes com nós mesmos, completos. Isso me fez refletir.

Lembrei-me dos dias em que morei sozinha, sem a minha família, em uma cidade na qual nunca havia ido antes. Na maior parte do tempo tinha companhia, nunca fui uma pessoa de ficar isolada em um canto, sem conversar com ninguém. Contudo, existiam aqueles momentos em que curtia ficar comigo mesma. Fazia questão disso. Não me lembro de onde tirei a ideia, mas acreditava que era preciso saber me divertir mesmo sem ter uma pessoa ao meu lado. E assim, colocava-me desafios como: ir ao cinema; ficar em casa com um bom filme; comer em um restaurante; passear em um museu ou mesmo pela cidade: todos eles sozinha.

Ao aprofundar-me nas reflexões, pergunto: E se não existissem museus, cinemas e ruas para visitar? E se tivéssemos que criar os nossos passatempos? Ou mesmo, e se não fôssemos mais capazes de nos locomovermos sozinhos até esses locais por questões de saúde ou de segurança? O que nos restaria? Creio que o maior desafio de todos: nós mesmos. Conviver com fantasmas, defeitos, obrigações e também boas lembranças, virtudes e paixões não é tarefa fácil. Muitos preferem fugir e inventam os mais diversos meios para fazer isso. No final, sempre existem aqueles que encontram conforto na espiritualidade ou descobrem novos hobbies que lhes ocupam o tempo.

Como você lida com isso? Hoje eu amo relaxar sozinha e poder ser eu mesma: ler um bom livro; pesquisar na internet sobre temas de meu interesse; assistir a um filme; cozinhar; beber um vinho; tomar um belo banho e fazer uma auto aplicação de Reiki. Que delícia tudo isso! Continuo adorando encontrar com amigos, familiares e fazer amizades com quem me acrescenta positivamente. Mas nada como saber ficar bem com a gente mesmo e ser feliz assim. Bom feriado! Só, ou bem acompanhado.

Com carinho,

Julia

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fonte da imagem: papeis de parede hd