Pés Calçados

Olá,

Essa semana tive um sonho engraçado com sapatos e comecei e me indagar sobre o real significado dessa peça na nossa vida. Já disse em um post anterior que tenho vários deles mofando em meu guarda-roupa. Todos os dias eu abro o armário, passo o olho nas opções e acabo escolhendo quase sempre os mesmos. Afinal, para que tantos se só temos um par de pés? Alguém pode me responder?

Já parou para pensar sobre qual sapato te representa? Acredito que possa ser uma análise para lá de interessante! Por que alguém escolheria um modelo desconfortável, porém poderoso? Ou então, exuberante e confortável? Ou ainda, como em meu caso, por que escolho as opções modernas, no entanto sempre confortáveis e básicas?

Para mim é o sapato que combina com a roupa e não vice e versa. Precisa ser versátil, proporcionar liberdade de movimento. Não há nada pior do que um calçado que machuca. Sem dúvida, ele precisa te representar bem, tem que estar conservado, limpo, assim como os nossos pés. Pés estes que se conectam com cada pedacinho do nosso organismo e que estão protegidos por ele. Quanta responsabilidade!

Aliás, junto com os nossos pés e pernas, os sapatos nos transportam pela vida. Com eles subimos e descemos escadas, dirigimos e às vezes gastamos minutos ou mesmo horas em pé em uma fila que não anda de modo algum! Também é com eles que frequentamos festas inesquecíveis, conhecemos novos lugares, encontramos pessoas que amamos e participamos de reuniões importantes de trabalho.

Quantas histórias estão associadas a esses objetos de desejo e de carinho. Quem nunca guardou um sapato surradinho, mas que traz centenas de lembranças maravilhosas! Confira os modelos que não saem dos meus pés atualmente.

Com carinho,

Julia

inspiração sapatos julia bello

painel de inspiração sapatos de Julia Bello

fonte das imagens: via mia, ana capri, netshoes e luiza barcelos.

Energia cor-de-rosa

Olá!

Outro dia comprei a revista Estilo, seduzida pela chamada da capa que dizia: “Camila Pitanga, Taís Araújo e Juliana Paes falam sobre a nova onda feminista que repensa a moda e faz as pazes com a aparência, seja ela qual for”.  Poxa, pensei, é isso um pouco do que venho buscando fazer. Assim como elas, estou chegando aos quarenta anos e acho que já tenho um bom caminho percorrido e isso merece uma reflexão.

Atuo há anos neste universo da moda e faz algum tempo que sinto a necessidade de repensar uma série de questões. Uma delas é o fato de que muitas pessoas estão tão preocupadas em ter a imagem do momento que se esquecem de cultivar aspectos muito mais sutis e que irão sustentar todo o resto. Esse movimento de introspecção nos traz uma imagem muito mais autêntica e livre de padrões pré-estabelecidos.

Um fato interessante que aconteceu comigo foi que fiz as pazes com o cor-de-rosa. E isso é muito maior do que simplesmente a cor. Pense em toda a energia e o simbolismo que esse tom carrega. Tudo começou no ano passado, quando resolvi fazer uma mudança aqui em casa. Tive que tirar alguns móveis embutidos e precisei pintar as paredes do meu quarto.

Escolhi um tom de bege para combinar com a madeira da estante que já existia ali e coloquei a mão na massa, literalmente. O que posso dizer é que de dia a parede adquire um tom muito suave, ligeiramente rosado, mas à noite, com a luz artificial, as paredes do meu quarto são decididamente rosa! O meu primeiro sentimento foi de repulsa, pois nunca fui uma pessoa rosa, pelo contrário. Isso me soava como algo antiquado, superficial e até infantil, imaturo. Pré-conceito meu, confesso.

Com o passar do tempo, fui percebendo que ter o rosa em minha vida significava ser mais humana, amorosa, paciente e feminina. Junto com esses adjetivos veio uma necessidade de realinhar certas posturas que não me pertenciam originalmente. Ganhei uma força que me ajuda a ser mais eu, onde eu me posiciono e busco realizar as tarefas do meu dia-a-dia sem ferir as minhas necessidades primordiais. Tarefa difícil nestes tempos de excessos.

No início deste ano, centenas de mulheres inundaram as ruas de todo o mundo usando gorros cor-de-rosa para manifestarem contra possíveis retrocessos nos direitos adquiridos por elas e reivindicarem maiores avanços em áreas como a liberdade de escolherem a sua própria imagem sem ter que se preocuparem com o assédio masculino.

Coincidência ou não, desde o final do ano passado, várias marcas internacionais de moda mostraram tons de rosa em suas coleções. A estilista Maria Grazia, em sua estréia na direção criativa da Dior, utilizou em seu desfile camisetas com os dizeres: “We should all be feminists.” (Todos nós deveríamos ser feministas.) frase da africana Chimamanda. Muitas atrizes de Hollywood e do Brasil têm usado essa camiseta como forma de se posicionarem frente aos protestos.

De qualquer maneira, sendo o rosa alvo de estratégias promocionais ou não, ele é uma energia extremamente necessária no momento de crise em que vivemos. Assim, já de pazes feitas com a cor, convido você a também trazer mais rosa para a sua vida!

Com carinho,

Julia Bello

pink

quadro de inspiração pink de Julia Bello (fonte: pesquisas no google)