A melhor fase

Olá!

Quarenta anos é uma idade que marca o fechamento de um ciclo. Se considerarmos que a expectativa média de vida para as mulheres no Brasil está próxima dos 80 anos, seria a metade da caminhada. Algumas, no entanto, vivem mais e outras, menos. É bonito ver pessoas que resplandecem ainda que próximas dos cem anos, entretanto dói ver ciclos interrompidos prematuramente por doenças impiedosas ou acidentes. Me entristece menos saber que quem partiu deixou um pouquinho de si com cada um que ficou.

Acredito que já faço parte de uma evolução da maturidade, seja fornecendo ferramentas para que outras mulheres se fortaleçam nesse processo, seja utilizando-me das mesmas para preparar-me para esse momento. Pretendo continuar a ser uma mulher ativa, que ama a vida, ama a si mesma e também ama aqueles que lhe fazem bem. Sou imensamente grata por ter tantas almas sábias a me guiarem pelas minhas escolhas, boas ou ruins, ajudando-me a entender o sentido de cada uma delas.

Sinto que estou iniciando a melhor fase que experimentei até agora. Fiz as pazes com o meu corpo, pois invisto em seu bem-estar. Percebo que o meu temperamento é outro, ainda que me reconheça. Apesar de estar em conexão com a minha espiritualidade e intelecto, ainda tenho um corpo e uma imagem, que não devem ser ignorados porque fazem parte de mim. O desafio é manter tudo alinhado e em harmonia porque eu me gosto e o autocuidado só me faz bem. Depois de mim, vem o outro.

Engraçado como estou me sentindo como a adolescente que queria tanto fazer 18 anos. Eu nasci seis dias antes da minha mãe fazer 40 anos e ela sempre foi super ativa. Estou me conectando com as energias que esse número quatro pode representar, desde a criação, o nascimento, o renascimento, até o movimento contínuo, o sentido de direção e os elementos da natureza.

Com carinho,

Julia

juliabello-depositphotos

fonte da imagem: depositphotos

Meus cuidados pessoais

Olá!

Hoje quero falar um pouco sobre os cuidados que tenho tido com a minha aparência. Desde sempre me preocupo com esse assunto e depois que comecei a trabalhar como consultora de imagem há uns 10 anos, essa atenção cresceu. Estar bem apresentável passou a fazer parte do meu cartão de visitas. No entanto, decidi que essa imagem trabalha a meu favor e não pretendo ser a sua escrava.

A cada dia que passa me sinto mais à vontade para ter uma imagem bonita, mas natural. Isso não quer dizer que ande mal arrumada! No entanto tenho me permitido certas liberdades como não ter que fazer as unhas todas as semanas ou pentear os cabelos todos os dias. Praticamente aboli o salto alto da minha vida, alguns sapatos estão mofando no guarda-roupa.

Continuo limpando e hidratando pele e cabelos, os quais corto e faço mechas de tempos em tempos. Uso maquiagem leve no dia-a-dia, afinal, sou mulherzinha, né? Preocupo-me com os alimentos que como, com a quantidade de água que ingiro e em fazer atividade física com maior frequência. De vez em quando me permito o luxo de comprar alguma roupa nova, o que acontece umas duas vezes por ano, geralmente antes do verão e do inverno.

Outro hábito que contraí foi o de usar roupas feitas em jeans. Essa não é uma escolha tão superficial ou aleatória, quanto alguns acreditam. Não é só porque está em alta o look jeans total. Até as décadas de 50 e 60 era considerado material para roupas de operários e depois, passou a ser usado pelos jovens que queriam transgredir as regras ao criar a sua própria moda: estilosa e acessível.

O bacana é que o jeans não foi um costume passageiro, virou sinônimo de juventude, praticidade e sensualidade. Veste todas as idades e todos os bolsos. Aliás, faz um bom tempo que é “uniforme” da minha mãe  e todo mundo sempre achou que ela é mais nova do que na verdade é. Estratégia ou não, agora que estou perto dos 40 anos, estou com fixação pelo jeans: tenho calça, saia, blusa, colete, jaqueta, casaco, sandália, colar… Só não adotei ainda essa onda dos rasgados porque prefiro investir em algo mais atemporal.

Com carinho,

Julia

JEANS

Minhas inspirações em jeans (fonte das imagens: Pinterest)

Energia cor-de-rosa

Olá!

Outro dia comprei a revista Estilo, seduzida pela chamada da capa que dizia: “Camila Pitanga, Taís Araújo e Juliana Paes falam sobre a nova onda feminista que repensa a moda e faz as pazes com a aparência, seja ela qual for”.  Poxa, pensei, é isso um pouco do que venho buscando fazer. Assim como elas, estou chegando aos quarenta anos e acho que já tenho um bom caminho percorrido e isso merece uma reflexão.

Atuo há anos neste universo da moda e faz algum tempo que sinto a necessidade de repensar uma série de questões. Uma delas é o fato de que muitas pessoas estão tão preocupadas em ter a imagem do momento que se esquecem de cultivar aspectos muito mais sutis e que irão sustentar todo o resto. Esse movimento de introspecção nos traz uma imagem muito mais autêntica e livre de padrões pré-estabelecidos.

Um fato interessante que aconteceu comigo foi que fiz as pazes com o cor-de-rosa. E isso é muito maior do que simplesmente a cor. Pense em toda a energia e o simbolismo que esse tom carrega. Tudo começou no ano passado, quando resolvi fazer uma mudança aqui em casa. Tive que tirar alguns móveis embutidos e precisei pintar as paredes do meu quarto.

Escolhi um tom de bege para combinar com a madeira da estante que já existia ali e coloquei a mão na massa, literalmente. O que posso dizer é que de dia a parede adquire um tom muito suave, ligeiramente rosado, mas à noite, com a luz artificial, as paredes do meu quarto são decididamente rosa! O meu primeiro sentimento foi de repulsa, pois nunca fui uma pessoa rosa, pelo contrário. Isso me soava como algo antiquado, superficial e até infantil, imaturo. Pré-conceito meu, confesso.

Com o passar do tempo, fui percebendo que ter o rosa em minha vida significava ser mais humana, amorosa, paciente e feminina. Junto com esses adjetivos veio uma necessidade de realinhar certas posturas que não me pertenciam originalmente. Ganhei uma força que me ajuda a ser mais eu, onde eu me posiciono e busco realizar as tarefas do meu dia-a-dia sem ferir as minhas necessidades primordiais. Tarefa difícil nestes tempos de excessos.

No início deste ano, centenas de mulheres inundaram as ruas de todo o mundo usando gorros cor-de-rosa para manifestarem contra possíveis retrocessos nos direitos adquiridos por elas e reivindicarem maiores avanços em áreas como a liberdade de escolherem a sua própria imagem sem ter que se preocuparem com o assédio masculino.

Coincidência ou não, desde o final do ano passado, várias marcas internacionais de moda mostraram tons de rosa em suas coleções. A estilista Maria Grazia, em sua estréia na direção criativa da Dior, utilizou em seu desfile camisetas com os dizeres: “We should all be feminists.” (Todos nós deveríamos ser feministas.) frase da africana Chimamanda. Muitas atrizes de Hollywood e do Brasil têm usado essa camiseta como forma de se posicionarem frente aos protestos.

De qualquer maneira, sendo o rosa alvo de estratégias promocionais ou não, ele é uma energia extremamente necessária no momento de crise em que vivemos. Assim, já de pazes feitas com a cor, convido você a também trazer mais rosa para a sua vida!

Com carinho,

Julia Bello

pink

quadro de inspiração pink de Julia Bello (fonte: pesquisas no google)

Projeto Bela Maturidade

Olá!

Seja bem vindo!

Com o crescimento da estimativa de vida da população mundial, aumentou a necessidade de nos dedicarmos à saúde e à qualidade de vida para usufruirmos desse tempo de forma autêntica e positiva.

Acredito no investimento pessoal como meio de construir uma nova realidade para a maturidade. Para isso, é preciso trabalhar alguns pilares como: a atividade física, a alimentação, o acompanhamento médico, o aprendizado contínuo, mas, sobretudo, a autoestima.

A autoestima se fortalece quando voltamos o olhar para a nossa essência e nos comprometemos com ações diárias que nos mantenham no caminho que escolhemos. Como cuidadora familiar, penso que isso é fundamental para nos mantermos saudáveis em todos os sentidos.

Sou estilista de formação e desde 2008 atuo como consultora de imagem com o objetivo de alinhar imagem e autoimagem, adequando-as à situação de vida das pessoas, seja ela profissional ou não.

Hoje me dedico a dar suporte às pessoas que lidam com a chegada da maturidade. Inúmeros desafios batem à nossa porta nesse momento, entre eles a aposentadoria e a reinvenção do trabalho e ainda a responsabilidade de cuidar de um ente querido.

Utilizando as minhas habilidades de mais de quinze anos de carreira, coloco-me à disposição daqueles que desejam entender melhor as suas escolhas e pretendem utilizar esse conhecimento para promover uma vida mais harmônica e significativa.

Muito prazer!

Julia.

 

Etapes de la croissance d'une marguerite, fond blanc

 

fonte da imagem: site product focus