Eu Vejo também

Olá,

Esta semana, ao preparar algumas aulas para o curso de consultoria de imagem que irei ministrar lá no Senac, encontrei o canal do youtube da Daiana Garbin. Ela era repórter da Rede Globo e resolveu sair da emissora para se dedicar ao movimento Eu Vejo. Daiana tem a intenção de compartilhar a sua experiência como portadora de um transtorno de distorção de imagem. A cada semana Daiana entrevista psiquiatras, dermatologistas, nutricionistas e pessoas que possuem algum histórico com problemas de aceitação da própria imagem.

Vocês sabiam que a construção da nossa imagem corporal é feita a partir da interação afetiva com o outro na infância? Dr. Alexandre Pinto de Azevedo, médico psiquiatra, diz ainda: “Quanto mais precocemente se constrói uma autoavaliação positiva e, portanto, uma autoimagem positiva, mais seguro de si o indivíduo será, não somente o seu corpo, mas também os inúmeros parâmetros de autoavaliação.” Percebo agora como as pessoas em geral não entendem o peso de uma boa educação, que ofereça uma visão ampla do que é a beleza, evitando a imposição de estereótipos, incentivando a diversidade.

Desde adolescente, tenho muito medo de engordar, de ficar gorda e na verdade nunca o fui. Olha os exemplos que eu tive em casa: uma mãe que sempre foi bastante magra e um pai que costumava estar bem acima do peso, em constante briga com a balança. Assim também eu, vivia de dieta. Um dos maiores medos do meu pai era que as suas filhas ficassem acima do peso como ele. Agradeço à minha mãe que procurou dosar comidas saudáveis com outras nem tanto, ainda que gostosas, para que soubéssemos lidar bem com todas as situações.

Continuo acreditando que posso perder um pouco mais de peso, a minha referência de beleza é a pessoa magra. Gosto da minha imagem no espelho, mas nas fotos a situação costuma ficar mais complexa porque muitas vezes o que estava ok para o espelho, se transforma em defeito. No entanto, nada disso me impede de realizar as minhas atividades e nem de manter uma vida social, porque acho que é normal não se achar linda todos os dias.

Como consultora de imagem, lidar com uma diversidade de belezas me ajudou a descobrir que o que antes era considerado fora dos padrões pela sociedade pode ser bonito e interessante. As pessoas precisam aprender a se aceitar e a valorizar os seus pontos fortes e quando consigo fazê-las enxergar isso, sinto-me muito realizada. Que cruel é a nossa cultura que pune os cidadãos tentando alcançar padrões inalcançáveis de beleza com modelos que não representam as pessoas comuns. E se já é difícil enfrentar isso enquanto jovem, imagina quando chegamos à maturidade?

As redes sociais tornaram essa relação ainda mais complicada porque aproximam realidades muito diferentes e ensinam métodos de autocuidado que podem acabar sendo nocivos com o tempo. Essa semana me deixou muito triste a falta de critério da publicidade de uma marca de beleza que mostra um produto anti-idade sendo usado por uma quase adolescente de 21 anos. Fico agradecida, porém, de ver que existem pessoas como a Daiana Garbin que utiliza a sua popularidade em prol da saúde e da conscientização sobre problemas que não são discutidos ou tratados da maneira mais adequada pela nossa sociedade consumista.

Com carinho,

Julia

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fonte da imagem: site Daiana Garbin

A melhor fase

Olá!

Quarenta anos é uma idade que marca o fechamento de um ciclo. Se considerarmos que a expectativa média de vida para as mulheres no Brasil está próxima dos 80 anos, seria a metade da caminhada. Algumas, no entanto, vivem mais e outras, menos. É bonito ver pessoas que resplandecem ainda que próximas dos cem anos, entretanto dói ver ciclos interrompidos prematuramente por doenças impiedosas ou acidentes. Me entristece menos saber que quem partiu deixou um pouquinho de si com cada um que ficou.

Acredito que já faço parte de uma evolução da maturidade, seja fornecendo ferramentas para que outras mulheres se fortaleçam nesse processo, seja utilizando-me das mesmas para preparar-me para esse momento. Pretendo continuar a ser uma mulher ativa, que ama a vida, ama a si mesma e também ama aqueles que lhe fazem bem. Sou imensamente grata por ter tantas almas sábias a me guiarem pelas minhas escolhas, boas ou ruins, ajudando-me a entender o sentido de cada uma delas.

Sinto que estou iniciando a melhor fase que experimentei até agora. Fiz as pazes com o meu corpo, pois invisto em seu bem-estar. Percebo que o meu temperamento é outro, ainda que me reconheça. Apesar de estar em conexão com a minha espiritualidade e intelecto, ainda tenho um corpo e uma imagem, que não devem ser ignorados porque fazem parte de mim. O desafio é manter tudo alinhado e em harmonia porque eu me gosto e o autocuidado só me faz bem. Depois de mim, vem o outro.

Engraçado como estou me sentindo como a adolescente que queria tanto fazer 18 anos. Eu nasci seis dias antes da minha mãe fazer 40 anos e ela sempre foi super ativa. Estou me conectando com as energias que esse número quatro pode representar, desde a criação, o nascimento, o renascimento, até o movimento contínuo, o sentido de direção e os elementos da natureza.

Com carinho,

Julia

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fonte da imagem: depositphotos

Tenho dentro de mim a natureza e a cidade

Olá!

Tive a felicidade de vivenciar a natureza e os animais de uma maneira bem próxima e genuína. Essas experiências me ajudaram a permanecer conectada com os meus valores e essência e a enxergar a simplicidade da vida. A força do cavalo e a energia das pedras e das plantas são tônicos incríveis para a minha personalidade.

Acredito que estar exclusivamente entre os arranha-céus e o asfalto exige uma recarga de energia periódica, assim como estar no meio do mato também pede uma certa dose de civilização. Não precisamos renunciar a nenhum e nem outro, porque no final, essa mistura de oposições é o que nos equilibra.

Assim, quando estou na cidade, gosto de trazer comigo um pedacinho da natureza. Geralmente me utilizo de tecidos com fibras naturais (algodão e viscose) e acessórios com materiais como pedras, madeira e couro (de preferência o vegetal). Também me cerco de ervas medicinais, que estão distribuídas ao longo dos ambientes da casa onde moro.

No mato, aproveito a energia elétrica para contemplar as árvores iluminadas do bosque, fazer uma boa comida e ouvir uma música animada ou relaxante, de acordo com o contexto. A civilização também nos fornece meios que nos ajudam a lidar com a terra como as ferramentas de jardim, as roupas e calçados adequados que nos protegem de certas ameaças como o veneno de alguns animais.

Ainda bem que aonde estiver, tenho dentro de mim a natureza e a cidade. Isso já faz parte da minha identidade e me traz certa sanidade.

Com carinho,

Julia Bello

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fonte da imagem: feixe acessórios

Equilíbrio perfeito entre natureza e cidade em um colar contemporâneo da Feixe Acessórios.

Meus cuidados pessoais

Olá!

Hoje quero falar um pouco sobre os cuidados que tenho tido com a minha aparência. Desde sempre me preocupo com esse assunto e depois que comecei a trabalhar como consultora de imagem há uns 10 anos, essa atenção cresceu. Estar bem apresentável passou a fazer parte do meu cartão de visitas. No entanto, decidi que essa imagem trabalha a meu favor e não pretendo ser a sua escrava.

A cada dia que passa me sinto mais à vontade para ter uma imagem bonita, mas natural. Isso não quer dizer que ande mal arrumada! No entanto tenho me permitido certas liberdades como não ter que fazer as unhas todas as semanas ou pentear os cabelos todos os dias. Praticamente aboli o salto alto da minha vida, alguns sapatos estão mofando no guarda-roupa.

Continuo limpando e hidratando pele e cabelos, os quais corto e faço mechas de tempos em tempos. Uso maquiagem leve no dia-a-dia, afinal, sou mulherzinha, né? Preocupo-me com os alimentos que como, com a quantidade de água que ingiro e em fazer atividade física com maior frequência. De vez em quando me permito o luxo de comprar alguma roupa nova, o que acontece umas duas vezes por ano, geralmente antes do verão e do inverno.

Outro hábito que contraí foi o de usar roupas feitas em jeans. Essa não é uma escolha tão superficial ou aleatória, quanto alguns acreditam. Não é só porque está em alta o look jeans total. Até as décadas de 50 e 60 era considerado material para roupas de operários e depois, passou a ser usado pelos jovens que queriam transgredir as regras ao criar a sua própria moda: estilosa e acessível.

O bacana é que o jeans não foi um costume passageiro, virou sinônimo de juventude, praticidade e sensualidade. Veste todas as idades e todos os bolsos. Aliás, faz um bom tempo que é “uniforme” da minha mãe  e todo mundo sempre achou que ela é mais nova do que na verdade é. Estratégia ou não, agora que estou perto dos 40 anos, estou com fixação pelo jeans: tenho calça, saia, blusa, colete, jaqueta, casaco, sandália, colar… Só não adotei ainda essa onda dos rasgados porque prefiro investir em algo mais atemporal.

Com carinho,

Julia

JEANS

Minhas inspirações em jeans (fonte das imagens: Pinterest)

Terapia do Riso

Olá!

Quando pequena, aqui em casa praticávamos a terapia do riso. Quem nos via de longe devia achar que éramos uma família de loucos, rindo sem parar. Por alguns anos o meu pai e a minha mãe conduziam essas sessões de bom humor. Muitas vezes ria sem compromisso, também junto aos amigos. Lembro-me de rir até não aguentar mais.

No entanto, com a idade percebi que as risadas ficaram cada vez mais escassas. Na escola já fui expulsa de sala de aula por excesso de riso. Aprendi a ser uma pessoa mais séria. Na adolescência várias pessoas achavam que eu era metida, porque pouco sorria. Com vinte e muitos anos, uma professora me disse que eu devia sorrir mais. Nunca mais me esqueci deste conselho e tenho aplicado desde então.

Sempre que posso sorrio para as pessoas, mesmo para aquelas que eu nunca vi na vida. Geralmente recebo o mesmo sorriso em troca. Uma das partes mais difíceis é conseguir cultivar o bom humor em situações de estresse. Dar gargalhadas é outra dificuldade!

Hoje é a minha mãe quem mais pratica a terapia do riso no nosso dia a dia. Ri de tudo. Riso inocente, brincalhão, coisa de criança! Tento aprender com ela. Dizem que o sorriso verdadeiro libera uma grande quantidade de endorfina e adrenalina e que tem até o poder de ajudar a curar doenças. Não é bobagem não! Mas não vale se for sorriso falso que pode fazer mal: para você e para os outros!

Que tal rir com mais frequência? Aliás, o que te faz sorrir? E dar gargalhadas?

Com carinho,

Julia

juliabello-pinterest

fonte da imagem: pinterest

Energia cor-de-rosa

Olá!

Outro dia comprei a revista Estilo, seduzida pela chamada da capa que dizia: “Camila Pitanga, Taís Araújo e Juliana Paes falam sobre a nova onda feminista que repensa a moda e faz as pazes com a aparência, seja ela qual for”.  Poxa, pensei, é isso um pouco do que venho buscando fazer. Assim como elas, estou chegando aos quarenta anos e acho que já tenho um bom caminho percorrido e isso merece uma reflexão.

Atuo há anos neste universo da moda e faz algum tempo que sinto a necessidade de repensar uma série de questões. Uma delas é o fato de que muitas pessoas estão tão preocupadas em ter a imagem do momento que se esquecem de cultivar aspectos muito mais sutis e que irão sustentar todo o resto. Esse movimento de introspecção nos traz uma imagem muito mais autêntica e livre de padrões pré-estabelecidos.

Um fato interessante que aconteceu comigo foi que fiz as pazes com o cor-de-rosa. E isso é muito maior do que simplesmente a cor. Pense em toda a energia e o simbolismo que esse tom carrega. Tudo começou no ano passado, quando resolvi fazer uma mudança aqui em casa. Tive que tirar alguns móveis embutidos e precisei pintar as paredes do meu quarto.

Escolhi um tom de bege para combinar com a madeira da estante que já existia ali e coloquei a mão na massa, literalmente. O que posso dizer é que de dia a parede adquire um tom muito suave, ligeiramente rosado, mas à noite, com a luz artificial, as paredes do meu quarto são decididamente rosa! O meu primeiro sentimento foi de repulsa, pois nunca fui uma pessoa rosa, pelo contrário. Isso me soava como algo antiquado, superficial e até infantil, imaturo. Pré-conceito meu, confesso.

Com o passar do tempo, fui percebendo que ter o rosa em minha vida significava ser mais humana, amorosa, paciente e feminina. Junto com esses adjetivos veio uma necessidade de realinhar certas posturas que não me pertenciam originalmente. Ganhei uma força que me ajuda a ser mais eu, onde eu me posiciono e busco realizar as tarefas do meu dia-a-dia sem ferir as minhas necessidades primordiais. Tarefa difícil nestes tempos de excessos.

No início deste ano, centenas de mulheres inundaram as ruas de todo o mundo usando gorros cor-de-rosa para manifestarem contra possíveis retrocessos nos direitos adquiridos por elas e reivindicarem maiores avanços em áreas como a liberdade de escolherem a sua própria imagem sem ter que se preocuparem com o assédio masculino.

Coincidência ou não, desde o final do ano passado, várias marcas internacionais de moda mostraram tons de rosa em suas coleções. A estilista Maria Grazia, em sua estréia na direção criativa da Dior, utilizou em seu desfile camisetas com os dizeres: “We should all be feminists.” (Todos nós deveríamos ser feministas.) frase da africana Chimamanda. Muitas atrizes de Hollywood e do Brasil têm usado essa camiseta como forma de se posicionarem frente aos protestos.

De qualquer maneira, sendo o rosa alvo de estratégias promocionais ou não, ele é uma energia extremamente necessária no momento de crise em que vivemos. Assim, já de pazes feitas com a cor, convido você a também trazer mais rosa para a sua vida!

Com carinho,

Julia Bello

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quadro de inspiração pink de Julia Bello (fonte: pesquisas no google)

Aprendendo a ficar sozinha

Olá!

Esses dias assisti a um documentário no canal de tv GNT chamado “A Solidão de uma Era”. Nele são contadas histórias de pessoas diferentes, mas com um denominador em comum: o fato de se sentirem sozinhas. Muitas delas se ressentem do fato do (da) companheiro (a) ter morrido, ido embora ou mesmo nunca ter existido. Nada contra os relacionamentos amorosos, mas é como se colocássemos no outro a responsabilidade por nos sentirmos felizes com nós mesmos, completos. Isso me fez refletir.

Lembrei-me dos dias em que morei sozinha, sem a minha família, em uma cidade na qual nunca havia ido antes. Na maior parte do tempo tinha companhia, nunca fui uma pessoa de ficar isolada em um canto, sem conversar com ninguém. Contudo, existiam aqueles momentos em que curtia ficar comigo mesma. Fazia questão disso. Não me lembro de onde tirei a ideia, mas acreditava que era preciso saber me divertir mesmo sem ter uma pessoa ao meu lado. E assim, colocava-me desafios como: ir ao cinema; ficar em casa com um bom filme; comer em um restaurante; passear em um museu ou mesmo pela cidade: todos eles sozinha.

Ao aprofundar-me nas reflexões, pergunto: E se não existissem museus, cinemas e ruas para visitar? E se tivéssemos que criar os nossos passatempos? Ou mesmo, e se não fôssemos mais capazes de nos locomovermos sozinhos até esses locais por questões de saúde ou de segurança? O que nos restaria? Creio que o maior desafio de todos: nós mesmos. Conviver com fantasmas, defeitos, obrigações e também boas lembranças, virtudes e paixões não é tarefa fácil. Muitos preferem fugir e inventam os mais diversos meios para fazer isso. No final, sempre existem aqueles que encontram conforto na espiritualidade ou descobrem novos hobbies que lhes ocupam o tempo.

Como você lida com isso? Hoje eu amo relaxar sozinha e poder ser eu mesma: ler um bom livro; pesquisar na internet sobre temas de meu interesse; assistir a um filme; cozinhar; beber um vinho; tomar um belo banho e fazer uma auto aplicação de Reiki. Que delícia tudo isso! Continuo adorando encontrar com amigos, familiares e fazer amizades com quem me acrescenta positivamente. Mas nada como saber ficar bem com a gente mesmo e ser feliz assim. Bom feriado! Só, ou bem acompanhado.

Com carinho,

Julia

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fonte da imagem: papeis de parede hd

Projeto Bela Maturidade

Olá!

Seja bem vindo!

Com o crescimento da estimativa de vida da população mundial, aumentou a necessidade de nos dedicarmos à saúde e à qualidade de vida para usufruirmos desse tempo de forma autêntica e positiva.

Acredito no investimento pessoal como meio de construir uma nova realidade para a maturidade. Para isso, é preciso trabalhar alguns pilares como: a atividade física, a alimentação, o acompanhamento médico, o aprendizado contínuo, mas, sobretudo, a autoestima.

A autoestima se fortalece quando voltamos o olhar para a nossa essência e nos comprometemos com ações diárias que nos mantenham no caminho que escolhemos. Como cuidadora familiar, penso que isso é fundamental para nos mantermos saudáveis em todos os sentidos.

Sou estilista de formação e desde 2008 atuo como consultora de imagem com o objetivo de alinhar imagem e autoimagem, adequando-as à situação de vida das pessoas, seja ela profissional ou não.

Hoje me dedico a dar suporte às pessoas que lidam com a chegada da maturidade. Inúmeros desafios batem à nossa porta nesse momento, entre eles a aposentadoria e a reinvenção do trabalho e ainda a responsabilidade de cuidar de um ente querido.

Utilizando as minhas habilidades de mais de quinze anos de carreira, coloco-me à disposição daqueles que desejam entender melhor as suas escolhas e pretendem utilizar esse conhecimento para promover uma vida mais harmônica e significativa.

Muito prazer!

Julia.

 

Etapes de la croissance d'une marguerite, fond blanc

 

fonte da imagem: site product focus