Meus cuidados pessoais

Olá!

Hoje quero falar um pouco sobre os cuidados que tenho tido com a minha aparência. Desde sempre me preocupo com esse assunto e depois que comecei a trabalhar como consultora de imagem há uns 10 anos, essa atenção cresceu. Estar bem apresentável passou a fazer parte do meu cartão de visitas. No entanto, decidi que essa imagem trabalha a meu favor e não pretendo ser a sua escrava.

A cada dia que passa me sinto mais à vontade para ter uma imagem bonita, mas natural. Isso não quer dizer que ande mal arrumada! No entanto tenho me permitido certas liberdades como não ter que fazer as unhas todas as semanas ou pentear os cabelos todos os dias. Praticamente aboli o salto alto da minha vida, alguns sapatos estão mofando no guarda-roupa.

Continuo limpando e hidratando pele e cabelos, os quais corto e faço mechas de tempos em tempos. Uso maquiagem leve no dia-a-dia, afinal, sou mulherzinha, né? Preocupo-me com os alimentos que como, com a quantidade de água que ingiro e em fazer atividade física com maior frequência. De vez em quando me permito o luxo de comprar alguma roupa nova, o que acontece umas duas vezes por ano, geralmente antes do verão e do inverno.

Outro hábito que contraí foi o de usar roupas feitas em jeans. Essa não é uma escolha tão superficial ou aleatória, quanto alguns acreditam. Não é só porque está em alta o look jeans total. Até as décadas de 50 e 60 era considerado material para roupas de operários e depois, passou a ser usado pelos jovens que queriam transgredir as regras ao criar a sua própria moda: estilosa e acessível.

O bacana é que o jeans não foi um costume passageiro, virou sinônimo de juventude, praticidade e sensualidade. Veste todas as idades e todos os bolsos. Aliás, faz um bom tempo que é “uniforme” da minha mãe  e todo mundo sempre achou que ela é mais nova do que na verdade é. Estratégia ou não, agora que estou perto dos 40 anos, estou com fixação pelo jeans: tenho calça, saia, blusa, colete, jaqueta, casaco, sandália, colar… Só não adotei ainda essa onda dos rasgados porque prefiro investir em algo mais atemporal.

Com carinho,

Julia

JEANS

Minhas inspirações em jeans (fonte das imagens: Pinterest)

Terapia do Riso

Olá!

Quando pequena, aqui em casa praticávamos a terapia do riso. Quem nos via de longe devia achar que éramos uma família de loucos, rindo sem parar. Por alguns anos o meu pai e a minha mãe conduziam essas sessões de bom humor. Muitas vezes ria sem compromisso, também junto aos amigos. Lembro-me de rir até não aguentar mais.

No entanto, com a idade percebi que as risadas ficaram cada vez mais escassas. Na escola já fui expulsa de sala de aula por excesso de riso. Aprendi a ser uma pessoa mais séria. Na adolescência várias pessoas achavam que eu era metida, porque pouco sorria. Com vinte e muitos anos, uma professora me disse que eu devia sorrir mais. Nunca mais me esqueci deste conselho e tenho aplicado desde então.

Sempre que posso sorrio para as pessoas, mesmo para aquelas que eu nunca vi na vida. Geralmente recebo o mesmo sorriso em troca. Uma das partes mais difíceis é conseguir cultivar o bom humor em situações de estresse. Dar gargalhadas é outra dificuldade!

Hoje é a minha mãe quem mais pratica a terapia do riso no nosso dia a dia. Ri de tudo. Riso inocente, brincalhão, coisa de criança! Tento aprender com ela. Dizem que o sorriso verdadeiro libera uma grande quantidade de endorfina e adrenalina e que tem até o poder de ajudar a curar doenças. Não é bobagem não! Mas não vale se for sorriso falso que pode fazer mal: para você e para os outros!

Que tal rir com mais frequência? Aliás, o que te faz sorrir? E dar gargalhadas?

Com carinho,

Julia

juliabello-pinterest

fonte da imagem: pinterest

Energia cor-de-rosa

Olá!

Outro dia comprei a revista Estilo, seduzida pela chamada da capa que dizia: “Camila Pitanga, Taís Araújo e Juliana Paes falam sobre a nova onda feminista que repensa a moda e faz as pazes com a aparência, seja ela qual for”.  Poxa, pensei, é isso um pouco do que venho buscando fazer. Assim como elas, estou chegando aos quarenta anos e acho que já tenho um bom caminho percorrido e isso merece uma reflexão.

Atuo há anos neste universo da moda e faz algum tempo que sinto a necessidade de repensar uma série de questões. Uma delas é o fato de que muitas pessoas estão tão preocupadas em ter a imagem do momento que se esquecem de cultivar aspectos muito mais sutis e que irão sustentar todo o resto. Esse movimento de introspecção nos traz uma imagem muito mais autêntica e livre de padrões pré-estabelecidos.

Um fato interessante que aconteceu comigo foi que fiz as pazes com o cor-de-rosa. E isso é muito maior do que simplesmente a cor. Pense em toda a energia e o simbolismo que esse tom carrega. Tudo começou no ano passado, quando resolvi fazer uma mudança aqui em casa. Tive que tirar alguns móveis embutidos e precisei pintar as paredes do meu quarto.

Escolhi um tom de bege para combinar com a madeira da estante que já existia ali e coloquei a mão na massa, literalmente. O que posso dizer é que de dia a parede adquire um tom muito suave, ligeiramente rosado, mas à noite, com a luz artificial, as paredes do meu quarto são decididamente rosa! O meu primeiro sentimento foi de repulsa, pois nunca fui uma pessoa rosa, pelo contrário. Isso me soava como algo antiquado, superficial e até infantil, imaturo. Pré-conceito meu, confesso.

Com o passar do tempo, fui percebendo que ter o rosa em minha vida significava ser mais humana, amorosa, paciente e feminina. Junto com esses adjetivos veio uma necessidade de realinhar certas posturas que não me pertenciam originalmente. Ganhei uma força que me ajuda a ser mais eu, onde eu me posiciono e busco realizar as tarefas do meu dia-a-dia sem ferir as minhas necessidades primordiais. Tarefa difícil nestes tempos de excessos.

No início deste ano, centenas de mulheres inundaram as ruas de todo o mundo usando gorros cor-de-rosa para manifestarem contra possíveis retrocessos nos direitos adquiridos por elas e reivindicarem maiores avanços em áreas como a liberdade de escolherem a sua própria imagem sem ter que se preocuparem com o assédio masculino.

Coincidência ou não, desde o final do ano passado, várias marcas internacionais de moda mostraram tons de rosa em suas coleções. A estilista Maria Grazia, em sua estréia na direção criativa da Dior, utilizou em seu desfile camisetas com os dizeres: “We should all be feminists.” (Todos nós deveríamos ser feministas.) frase da africana Chimamanda. Muitas atrizes de Hollywood e do Brasil têm usado essa camiseta como forma de se posicionarem frente aos protestos.

De qualquer maneira, sendo o rosa alvo de estratégias promocionais ou não, ele é uma energia extremamente necessária no momento de crise em que vivemos. Assim, já de pazes feitas com a cor, convido você a também trazer mais rosa para a sua vida!

Com carinho,

Julia Bello

pink

quadro de inspiração pink de Julia Bello (fonte: pesquisas no google)

Aprendendo a ficar sozinha

Olá!

Esses dias assisti a um documentário no canal de tv GNT chamado “A Solidão de uma Era”. Nele são contadas histórias de pessoas diferentes, mas com um denominador em comum: o fato de se sentirem sozinhas. Muitas delas se ressentem do fato do (da) companheiro (a) ter morrido, ido embora ou mesmo nunca ter existido. Nada contra os relacionamentos amorosos, mas é como se colocássemos no outro a responsabilidade por nos sentirmos felizes com nós mesmos, completos. Isso me fez refletir.

Lembrei-me dos dias em que morei sozinha, sem a minha família, em uma cidade na qual nunca havia ido antes. Na maior parte do tempo tinha companhia, nunca fui uma pessoa de ficar isolada em um canto, sem conversar com ninguém. Contudo, existiam aqueles momentos em que curtia ficar comigo mesma. Fazia questão disso. Não me lembro de onde tirei a ideia, mas acreditava que era preciso saber me divertir mesmo sem ter uma pessoa ao meu lado. E assim, colocava-me desafios como: ir ao cinema; ficar em casa com um bom filme; comer em um restaurante; passear em um museu ou mesmo pela cidade: todos eles sozinha.

Ao aprofundar-me nas reflexões, pergunto: E se não existissem museus, cinemas e ruas para visitar? E se tivéssemos que criar os nossos passatempos? Ou mesmo, e se não fôssemos mais capazes de nos locomovermos sozinhos até esses locais por questões de saúde ou de segurança? O que nos restaria? Creio que o maior desafio de todos: nós mesmos. Conviver com fantasmas, defeitos, obrigações e também boas lembranças, virtudes e paixões não é tarefa fácil. Muitos preferem fugir e inventam os mais diversos meios para fazer isso. No final, sempre existem aqueles que encontram conforto na espiritualidade ou descobrem novos hobbies que lhes ocupam o tempo.

Como você lida com isso? Hoje eu amo relaxar sozinha e poder ser eu mesma: ler um bom livro; pesquisar na internet sobre temas de meu interesse; assistir a um filme; cozinhar; beber um vinho; tomar um belo banho e fazer uma auto aplicação de Reiki. Que delícia tudo isso! Continuo adorando encontrar com amigos, familiares e fazer amizades com quem me acrescenta positivamente. Mas nada como saber ficar bem com a gente mesmo e ser feliz assim. Bom feriado! Só, ou bem acompanhado.

Com carinho,

Julia

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fonte da imagem: papeis de parede hd

Mais equilíbrio, Mais energia!

Olá!

Na semana passada comentei aqui sobre o livro A Arte da Felicidade, que é um material que me motiva enormemente a me tornar uma pessoa melhor. Hoje quero compartilhar a minha experiência com outra ferramenta que tem me ajudado a me manter mais equilibrada e com mais energia, o nome dela é Reiki.

É uma palavra de origem japonesa que é usada para descrever processos de cura que se utilizam de energia ou força vital. Esse método consiste na imposição de mãos nos pontos de energia do nosso corpo que são chamados de chakras e busca o seu realinhamento. Os efeitos desse trabalho são variados e vão desde a redução do stress e o equilíbrio das emoções até a aceleração dos processos biológicos de cura.

De acordo com o Portal da Saúde do SUS, o Reiki já é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que estimula os países a inserir esta atividade em seus sistemas de saúde. No Brasil foi aceito pelo SUS como prática integrativa e complementar. Isso significa que ele não substitui os tratamentos convencionais, mas pode potencializá-los.

Há muitos anos a minha mãe se iniciou nesta técnica de cura e a utilizou em  inúmeros momentos em que não me sentia bem. Não sabia ao certo o que era o Reiki, apenas pedia a ela que o aplicasse no local onde eu experimentava uma dor ou desconforto. Sentia o calorzinho da sua mão próxima ao meu corpo e dali a um tempo começava a melhorar.

Fiz algumas formações dentro do Reiki e busco realizar sessões regulares, apesar da correria do dia a dia. É um hábito que quero manter para a minha vida, junto com a inalação de óleos essenciais. Um casamento perfeito para uma harmonização entre corpo, mente e espírito.

Com carinho,

Julia

juliabello-reikiwestsussex

fonte da imagem: reiki west sussex

 

A arte da felicidade

Olá!

A leitura é um dos hábitos que mais fazem bem para a nossa cabeça. Hoje quero falar de um dos livros que mais me representa atualmente: A arte da felicidade: um manual para a vida, escrito a quatro mãos por Dalai Lama e o psiquiatra Howard C. Cutler.

Encontrei-o na estante da casa da minha avó e nele havia uma dedicatória da minha mãe para o meu avô. Também havia uma oração de Santo Ignácio de Loyola que foi colocada ali, provavelmente pelo meu avô. O texto dizia: “Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade. A minha memória também. O meu entendimento e toda a minha vontade. Tudo que eu tenho e possuo, vós me destes com amor. Todos os dons que me destes, com gratidão vos devolvo. Disponde deles, Senhor, segundo a vossa vontade. Dai-me somente o vosso amor e vossa graça. Isto me basta. Nada mais quero pedir, Amém.”

Uma mensagem tão linda já valia a descoberta daquele material! Encantei-me com aquelas palavras. E a partir dali eu tinha a certeza de que não gostaria de guardar os dons que Deus me dera somente para mim e para o meu proveito. Sabia que precisava compartilhar os dons e as habilidades que descobrira e desenvolvera ao longo de meus quase quarenta anos de vida e também aqueles que acredito que ainda estou para descobrir. Afinal, a vida não pára.

Comecei a leitura do livro naquele mesmo dia e desde então tenho lido com calma, marcando todas as passagens que mais me tocam. O primeiro capítulo fala do direito à felicidade. Dalai Lama diz que o propósito da vida é a felicidade, que pode ser alcançada a partir de um treinamento da mente. Ou seja, todos podemos ser felizes, é só querer. Para ele, a mente contempla o intelecto, mas também o sentimento. E, como caminho para a felicidade, pode-se começar por identificar os fatores que levam à felicidade e aqueles que levam ao sofrimento. A partir daí, passa-se, gradativamente, a reduzir os fatores que causam sofrimento e a cultivar os que conduzem à felicidade.

São ensinamentos um pouco óbvios? Pode-se se dizer que sim. Mas, geralmente, optamos por esquecê-los em detrimento de várias outras questões. Uma delas, é a capacidade que possuímos de nos colocarmos em último lugar na nossa lista de prioridades e afazeres. Esse livro é uma lição de vida e os comentários do psiquiatra à respeito dos ensinamentos de Dalai Lama enriquecem ainda mais a narrativa. Recomendo-o para ler e reler.

E você, qual o livro que te inspira a ser uma pessoa melhor? Deixe a sua resposta nos comentários deste post.

Com carinho,

Julia

fonte da imagem: julia bello