Bate Coração!

Olá!

Fui ao cardiologista fazer um exame de rotina para conseguir um atestado médico. Durante a breve consulta, resolvi fazer uma pergunta ao médico: quem tem mais problemas cardíacos, o homem ou a mulher? Fiquei surpresa com a resposta: até a menopausa feminina, os homens estariam mais propensos a esse tipo de disfunção, no entanto, após esse período, as mulheres passam também a integrar o grupo de risco.

O livro “Coração de Mulher” do Dr. Otávio Gebara e Dr. Raul Dias dos Santos informa que a doença cardíaca mata mais mulheres do que o câncer. Isso equivale a cerca de 30% das causas de morte acima dos 40 anos. A explicação é a de que com a falta de estrógeno circulando pelo corpo, o organismo perde a sua proteção natural. Outro problema é a mulher não reconhecer os sintomas de um ataque cardíaco que passam por cansaço, náusea e mal-estar geral.

Essas são as explicações biológicas para o problema do coração feminino, mas e as questões psicológicas que potencializam essa situação? Rüdiger Dahlke, no livro “A Doença como Caminho”, comenta que ao percebermos algo de anormal neste órgão, devemos nos fazer perguntas como:

  • Dou espaço suficiente para meus próprios sentimentos, me atrevo a demonstrá-los?
  • Vivo e amo de todo coração ou apenas participo, sem grande entusiasmo?
  • Ainda há combustível e explosivos suficientes em minha vida?
  • Tenho escutado a voz de meu coração?

Pela minha experiência como pesquisadora do comportamento da mulher madura e do meu próprio, vejo que em inúmeras situações deixamos de lado não só o nosso coração e essência, mas todo o nosso corpo e vida em prol da família, seja ela representada pelo marido, pelos filhos ou netos. Dahlke comenta que o colapso cardíaco seria a soma de todos os socos que não foram dados.

Há de se ter em mente que, ao contrário do coração mole descrito acima, a pessoa de coração endurecido, que só pensa nela mesma, também corre o risco de sofrer de pertubações cardíacas. Portanto, como ninguém é perfeito, só nos resta buscarmos balancear os momentos de coração duro, com outros de coração mole. Nada como o caminho do meio! Fácil? Nem um pouco! Mas podemos tentar.

Com carinho,

Julia

juliabello-J.Borges

fonte da imagem: site group.br

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