Você é o que assiste?

Olá!

Hoje quero fazer uma reflexão sobre o que alimenta a nossa mente. Será que podemos nos tornar mais agressivos se estivermos expostos a conteúdos de igual agressividade? E o contrário: podemos nos tornar mais amorosos se vivenciarmos a amorosidade à nossa volta? Já pararam para pensar que estamos cercados por tragédias, roubos, mortes porque isso dá ibope, as pessoas gostam de ver.

Percebo que a minha mãe é extremamente sensível. Logo que começa a passar alguma cena mais triste ou violenta na televisão, ela externaliza prontamente aquela emoção chorando ou gritando. Por isso mesmo, eu já corro para mudar o canal para  poupá-la daquele estresse. Alguns profissionais da área da saúde recomendaram-me a evitar conteúdos violentos para entretê-la. Assim como as nossas próprias atitudes no dia-a-dia devem ser mais tranquilas, evitando brigas e discussões ao seu redor.

E a gente? Não somos doentes e também não somos crianças. O que acontece com as emoções que guardamos e reprimimos? É provável que essa energia afete o nosso sono, trazendo pesadelos, ou mesmo, o nosso comportamento, nos fazendo ficar tristes ou nervosos. Mas também pode trazer doenças, quando misturadas a eventos reais. Isso realmente acontece comigo. O que a comunidade científica diz sobre esse assunto?

Li um artigo escrito pelo renomado médico Dráuzio Varella que fala sobre um estudo desenvolvido pela Universidade de Columbia em Nova Iorque. De 1975 a 2000 eles monitoraram um grupo de 707 famílias para avaliarem os impactos da televisão na atitude dessas pessoas. Segundo Varella, entre adolescentes e adultos jovens expostos à TV por mais de três horas por dia, a probabilidade de praticar atos violentos contra terceiros aumentou cinco vezes em relação aos que assistiam durante menos de uma hora.

E aí? O que pensam sobre isso? Vale a pena investir em uma programação mais construtiva se quisermos nos tornar pessoas melhores?

Com carinho,

Julia

juliabello-junta7

fonte da imagem: site junta 7

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2 comentários sobre “Você é o que assiste?

  1. Ana Lúcia MASCARENHAS Arakaki disse:

    Concordo.
    Talvez não ficamos mais agressivos mas ficamos melancólicos, tristes.
    Sem apreciarmos o que a vida tem de belo
    Parabéns pelo artigo. Bjs

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    • juliabello disse:

      Oi Ana Lúcia!

      Obrigado pelo comentário.

      Creio que o tipo de influência pode variar de pessoa para pessoa. Alguns podem ficar mais depressivos, outros mais agressivos, etc. Depende de uma tendência de comportamento preexistente.

      Um abraço,

      Julia

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