Energia cor-de-rosa

Olá!

Outro dia comprei a revista Estilo, seduzida pela chamada da capa que dizia: “Camila Pitanga, Taís Araújo e Juliana Paes falam sobre a nova onda feminista que repensa a moda e faz as pazes com a aparência, seja ela qual for”.  Poxa, pensei, é isso um pouco do que venho buscando fazer. Assim como elas, estou chegando aos quarenta anos e acho que já tenho um bom caminho percorrido e isso merece uma reflexão.

Atuo há anos neste universo da moda e faz algum tempo que sinto a necessidade de repensar uma série de questões. Uma delas é o fato de que muitas pessoas estão tão preocupadas em ter a imagem do momento que se esquecem de cultivar aspectos muito mais sutis e que irão sustentar todo o resto. Esse movimento de introspecção nos traz uma imagem muito mais autêntica e livre de padrões pré-estabelecidos.

Um fato interessante que aconteceu comigo foi que fiz as pazes com o cor-de-rosa. E isso é muito maior do que simplesmente a cor. Pense em toda a energia e o simbolismo que esse tom carrega. Tudo começou no ano passado, quando resolvi fazer uma mudança aqui em casa. Tive que tirar alguns móveis embutidos e precisei pintar as paredes do meu quarto.

Escolhi um tom de bege para combinar com a madeira da estante que já existia ali e coloquei a mão na massa, literalmente. O que posso dizer é que de dia a parede adquire um tom muito suave, ligeiramente rosado, mas à noite, com a luz artificial, as paredes do meu quarto são decididamente rosa! O meu primeiro sentimento foi de repulsa, pois nunca fui uma pessoa rosa, pelo contrário. Isso me soava como algo antiquado, superficial e até infantil, imaturo. Pré-conceito meu, confesso.

Com o passar do tempo, fui percebendo que ter o rosa em minha vida significava ser mais humana, amorosa, paciente e feminina. Junto com esses adjetivos veio uma necessidade de realinhar certas posturas que não me pertenciam originalmente. Ganhei uma força que me ajuda a ser mais eu, onde eu me posiciono e busco realizar as tarefas do meu dia-a-dia sem ferir as minhas necessidades primordiais. Tarefa difícil nestes tempos de excessos.

No início deste ano, centenas de mulheres inundaram as ruas de todo o mundo usando gorros cor-de-rosa para manifestarem contra possíveis retrocessos nos direitos adquiridos por elas e reivindicarem maiores avanços em áreas como a liberdade de escolherem a sua própria imagem sem ter que se preocuparem com o assédio masculino.

Coincidência ou não, desde o final do ano passado, várias marcas internacionais de moda mostraram tons de rosa em suas coleções. A estilista Maria Grazia, em sua estréia na direção criativa da Dior, utilizou em seu desfile camisetas com os dizeres: “We should all be feminists.” (Todos nós deveríamos ser feministas.) frase da africana Chimamanda. Muitas atrizes de Hollywood e do Brasil têm usado essa camiseta como forma de se posicionarem frente aos protestos.

De qualquer maneira, sendo o rosa alvo de estratégias promocionais ou não, ele é uma energia extremamente necessária no momento de crise em que vivemos. Assim, já de pazes feitas com a cor, convido você a também trazer mais rosa para a sua vida!

Com carinho,

Julia Bello

pink

quadro de inspiração pink de Julia Bello (fonte: pesquisas no google)

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