Tratamentos para o Alzheimer

Olá!

Hoje eu quero compartilhar um pouco da minha experiência com o tratamento do Alzheimer da minha mãe. É um assunto muito delicado, pois envolve uma série de questões. Essa etapa acontece depois que um médico neurologista ou geriatra tenha realizado um diagnóstico por exclusão, como comentei em um texto anterior. Não vou conseguir contar essa história em um texto curto, mas, se você tem alguém com Alzheimer por perto, sugiro manter-se firme até o final da leitura.

Na minha opinião, antes do tratamento começar tente falar (com tato) com o doente sobre o assunto, caso ainda esteja lúcido. Mas, às vezes, o tempo já passou e não houve essa conversa. Em parte porque geralmente os médicos sugerem que não falemos sobre a doença perto do paciente e também talvez porque estejamos na fase da negação (como eu estava): não há nada de errado com a minha mãe, ela sempre foi meio avoada…

Não tive essa conversa com ela, não a ajudei em suas escolhas. Foi sozinha ao médico que iniciou a medicação, eu e minhas irmãs demos continuidade. Utilizou todos os tipos de substâncias recomendadas para o Alzheimer. Talvez, ainda no início da doença, a medicação possa ter tido algum tipo de benefício, apesar de não ter 100% de certeza nesta afirmação. Há discordâncias no meio médico sobre esse assunto. E é sempre bom lembrar que não existe nada que cure este mal. Teoricamente os remédios podem trazer mais qualidade de vida, ponto. Mas será?

O que apurei em minhas investigações é que cada paciente reage de uma forma ao avançar da doença e também em relação às medicações. Pode ser que o quadro geral fique estável por um longo período e, de uma hora para outra, piore enormemente e depois estabilize novamente. Assim como pode ser que a medicação piore a vida do paciente e não lhe traga benefícios. Demorei a entender isso. Tudo mudou quando comecei a ler as bulas (dá medo né?) e a perceber que mamãe estava sofrendo com os efeitos colaterais dos remédios.

Foi difícil fazer as minhas irmãs entenderem que ela precisava ficar sem aqueles remédios. Mas, depois de muita conversa, de consultar alguns especialistas, decidimos suspender provisoriamente a medicação específica para o Alzheimer para ver o que acontecia. Sei que neste momento muitas pessoas irão achar que sou louca, mas peço que continue a ler esse texto.

O fato é que, ao suspender a medicação, uma série de sintomas que estavam sendo associados à progressão da doença praticamente sumiram. Isso mesmo. Vou citar aqui alguns deles: agressividade excessiva (chutar portas, gritar pela janela, atacar as pessoas); tristeza; diarreia frequente; falar que quer ir para casa quando já está em casa; acordar no meio da noite e achar que já está na hora de sair; desconforto em lugares com um número maior de pessoas; não querer passear. Apesar da memória ter piorado significativamente, virou outra pessoa, muito mais feliz, amorosa, calma e bem-humorada! Todos à sua volta notaram isso, dos vizinhos aos familiares.

Não preciso dizer que não voltei com a medicação específica. Ela continua tratando outros problemas como hipotireoidismo, colesterol alto, osteoporose, depressão e infecções dentárias. Estou começando com algumas intervenções mais naturais, como a Medicina Aiurvédica, a Antroposofia, os Florais e o Reiki. Também investi o dinheiro, que antes ia para os remédios, em Musicoterapia, Arteterapia e Pilates. Todos eles buscando o seu bem-estar e qualidade de vida. Mãe feliz, filha feliz!

Desde que éramos pequenas (eu e minhas irmãs), ela sempre preferiu nos tratar com homeopatia, florais, terapias etc. Ela mesma se cuidou assim a maior parte do seu tempo de vida. Enfim, tudo isso me forneceu embasamento para lidar com o seu tratamento da forma com que lido hoje. Espero que vocês também encontrem a maneira ideal. Não sou contra os remédios alopáticos, desde que funcionem bem. Fiquem atentos às bulas!

Com carinho,

Julia

juliabello-musicainspira

fonte da imagem: site música inspira

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