A arte da felicidade

Olá!

Para começar essa coluna sobre a prevenção do Alzheimer e de outras enfermidades ligadas aos neurônios, quero falar de um dos hábitos que mais fazem bem para a nossa cabeça: a leitura. No texto do início desta semana (veja aqui) comentei sobre um dos livros que mais representou a minha infância e adolescência. Hoje quero falar daquele que mais me representa atualmente: A arte da felicidade: um manual para a vida, escrito a quatro mãos por Dalai Lama e o psiquiatra Howard C. Cutler.

Encontrei-o na estante da casa da minha avó e nele havia uma dedicatória da minha mãe para o meu avô. Também havia uma oração de Santo Ignácio de Loyola que foi colocada ali, provavelmente pelo meu avô. O texto dizia: “Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade. A minha memória também. O meu entendimento e toda a minha vontade. Tudo que eu tenho e possuo, vós me destes com amor. Todos os dons que me destes, com gratidão vos devolvo. Disponde deles, Senhor, segundo a vossa vontade. Dai-me somente o vosso amor e vossa graça. Isto me basta. Nada mais quero pedir, Amém.”

Uma mensagem tão linda já valia a descoberta daquele material! Encantei-me com aquelas palavras. E a partir dali eu tinha a certeza de que não gostaria de guardar os dons que Deus me dera somente para mim e para o meu proveito. Sabia que precisava compartilhar os dons e as habilidades que descobrira e desenvolvera ao longo de meus quase quarenta anos de vida e também aqueles que acredito que ainda estou para descobrir. Afinal, a vida não pára. Essa descoberta me motivou, ainda mais, a criar esse espaço de interação na internet aonde publico esse relato.

Comecei a leitura do livro naquele mesmo dia e desde então tenho lido com calma, marcando todas as passagens que mais me tocam. O primeiro capítulo fala do direito à felicidade. Dalai Lama diz que o propósito da vida é a felicidade, que pode ser alcançada a partir de um treinamento da mente. Ou seja, todos podemos ser felizes, é só querer. Para ele, a mente contempla o intelecto, mas também o sentimento. E, como caminho para a felicidade, pode-se começar por identificar os fatores que levam à felicidade e aqueles que levam ao sofrimento. A partir daí, passa-se, gradativamente, a reduzir os fatores que causam sofrimento e a cultivar os que conduzem à felicidade.

São ensinamentos um pouco óbvios? Pode-se se dizer que sim. Mas, geralmente, optamos por esquecê-los em detrimento de várias outras questões. Uma delas, é a capacidade que possuímos de nos colocarmos em último lugar na nossa lista de prioridades e afazeres. Esse livro é uma lição de vida e os comentários do psiquiatra à respeito dos ensinamentos de Dalai Lama enriquecem ainda mais a narrativa. Recomendo esse livro para ler e reler.

E você, qual o livro que te inspira a ser uma pessoa melhor? Deixe a sua resposta nos comentários deste post.

Com carinho,

Julia

fonte da imagem: julia bello

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